PREÇO DA CESTA BÁSICA EM CAMPO GRANDE EM JANEIRO DE 2026

Postado por: MARIA FERNANDA SANTOS CARVALHO

O Observatório de Economia da UFMS (OBECON) acompanha o preço da cesta básica informado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e, em especial na capital Campo Grande, procura informar a sociedade qual o reflexo de alterações no preço da cesta básica no bolso dos trabalhadores. Segundo o Dieese (2026) o valor da cesta básica em Campo Grande, atualizada em Janeiro, atingiu R$783,41. Em Dezembro o gasto foi de R$775,90, ou seja, houve uma variação de 0,97% no valor da cesta em comparação. O quadro 1 mostra os preços da cesta básica na capital de Campo Grande.

QUADRO 1– Gasto Mensal – Janeiro/2025 à Janeiro/2026

De acordo com a tabela 1, o valor da cesta básica compromete mais da metade da renda líquida (já com desconto do INSS), chega a 52,25% de um salário mínimo que sofreu reajuste em Janeiro de 2026 no valor de R$1.621,00. A capital permaneceu em quinto lugar como uma das mais caras do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis  e Porto Alegre. As informações são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

TABELA 1– Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos – Custo e variação da cesta básica em 17 capitais – Brasil – Janeiro de 2026

Com base na cesta mais cara que, em Janeiro, foi a de São Paulo, segundo o Dieese, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$1.621,00, mesmo com o reajuste no salário mínimo, precisou trabalhar 115 horas e 57 minutos para adquirir a cesta básica. Em Campo Grande, o tempo de trabalho mínimo necessário foi de 106 horas e 19 minutos, uma diminuição do tempo necessário comparado ao mês anterior.

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, três dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: tomate (40,70%), manteiga (1,42%) e batata (0,49%). Os outros 10 itens apresentaram queda de preço: leite integral (-8,00%), óleo de soja (-7,97%), arroz agulhinha (-6,50%), feijão carioca (-5,01%), farinha de trigo (-4,10%), café em pó (-3,81%), açúcar cristal (-3,37%), banana (-2,31%), pão francês (-0,78%) e carne bovina de primeira (-0,22%).

REFERÊNCIAS

DIEESE.Em janeiro, custo da cesta aumenta em 24 capitais. Disponível em: https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2026/202601cestabasica.html. Acesso em: 10 de Fevereiro de 2026.

Texto elaborado pela equipe do eixo de economia regional:

Maria Fernanda Santos Carvalho. Acadêmica do 7° período do curso de Ciências Econômicas- Esan/UFMS.

Orientação Prof. Dra. Luciane Carvalho do curso de Ciência Econômicas- Esan/UFMS.

VERSÃO EM PDF

Compartilhe:
Veja também