PREÇO DA CESTA BÁSICA EM CAMPO GRANDE EM FEVEREIRO DE 2026

Postado por: MARIA FERNANDA SANTOS CARVALHO

O Observatório de Economia da UFMS (OBECON) acompanha o preço da cesta básica informado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e, em especial na capital Campo Grande, procura informar a sociedade qual o reflexo de alterações no preço da cesta básica no bolso dos trabalhadores. Segundo o Dieese (2026) o valor da cesta básica em Campo Grande, atualizada em Fevereiro, atingiu R$780,29. Em Janeiro o gasto foi de R$783,41, ou seja, houve uma variação de -0,40% no valor da cesta em comparação. O quadro 1 mostra os preços da cesta básica na capital de Campo Grande.

QUADRO 1– Gasto Mensal – Fevereiro/2025 à Fevereiro/2026

De acordo com a tabela 1, o valor da cesta básica compromete mais da metade da renda líquida (já com desconto do INSS), chega a 52,04% de um salário mínimo que sofreu reajuste em Janeiro de 2026 no valor de R$1.621,00. A capital permaneceu em quinto lugar como uma das mais caras do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis  e Porto Alegre. As informações são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

TABELA 1– Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos – Custo e variação da cesta básica em 17 capitais – Brasil – Fevereiro de 2026

Com base na cesta mais cara que, em Janeiro, foi a de São Paulo, segundo o Dieese, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$1.621,00, mesmo com o reajuste no salário mínimo, precisou trabalhar 115 horas e 45 minutos para adquirir a cesta básica. Em Campo Grande, o tempo de trabalho mínimo necessário foi de 105 horas e 54 minutos, uma diminuição do tempo necessário comparado ao mês anterior.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-9,23%), batata (-5,12%), óleo de soja (-3,65%), leite integral (-3,40%), banana (-3,10%), açúcar cristal (-1,74%), farinha de trigo (-1,35%), manteiga (-1,31%) e café em pó (-0,02%). Outros quatro itens apresentaram elevação de preço: feijão carioca (22,05%), arroz agulhinha (3,48%), pão francês (0,89%) e carne bovina de primeira (0,63%).

REFERÊNCIAS

DIEESE. Em fevereiro, o custo da cesta aumenta em 14 capitais. Disponível em:https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2026/202602cestabasica.html. Acesso em: 16 de Março de 2026.

Texto elaborado pela equipe do eixo de economia regional:

Maria Fernanda Santos Carvalho. Acadêmica do 7° período do curso de Ciências Econômicas- Esan/UFMS.

Orientação Prof. Dra. Luciane Carvalho do curso de Ciência Econômicas- Esan/UFMS.

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